Guia para seu mochilão pela Tailândia ser inesquecível!

imagemguia1Já passei por mais de 20 países e nenhum me tocou tanto como a Tailândia. Não sou boa em escrever textos de inspiração, mas eu senti uma mudança no meu espírito com tudo que aprendi por lá. Não é balela, mas a impressão que tenho é que a minha cabeça se abriu para muitas coisas e passei a ver e a entender com mais clareza meus sentimentos e a não esperar tanto das pessoas. E isso me fez muito, mas muito mais feliz!

E por falar em felicidade, foi assim que me senti quando duas gurias queridas, a Karla Larissa, do Blog Compartilhe Viagens e a Carol Moreno, do Blog Mochilão Trips me convidaram para dar meus pitacos no guia que produziram sobre a Tailândia e escrevo este post para falar sobre esse material tão bacana!

As duas já deram a volta ao mundo (literalmente) e a paixão em comum por viagens criou uma bela de uma amizade. Assim, quando se conversaram sobre que tipo de material iriam produzir com essa experiência tão surreal que é rodar esse mundão, um guia de viagens foi a escolha (certeira!).

Perguntei para elas o motivo de – dentre tantos países – terem escolhido a Tailândia como tema deste primeiro trabalho e a resposta de uma complementou a da outra: Quase todos sonham com a Tailândia e a maioria se apaixona pelo país!

O guia está cheio de informações. Mesmo! Se eu tivesse um material tão informativo e fácil de ler, minha viagem poderia ter sido ainda melhor. O material traz temas como documentação, melhor época para ir, como chegar, quanto custa, dicas e sugestões de roteiros de uma semana a um mês. Tudo ilustrado com fotos e mapas.

Tive o prazer de listar algumas das coisas mais legais para se fazer na região de Bangkok e além de euzinha aqui, um time de mais seis blogueiros foi convidado para participar do guia: Guilherme Tetamanti (Quero Viajar Mais), Jackeline Mota (Viaje Sim!), Juliana Cristine  (Juju no Mundo), Rafael Carvalho (Esse Mundo é Nosso), Robson Franzoi (Um Viajante), Victor Colonna (Vamo com a Gente).

Por fim, deixei a “dica de ouro” das duas para quem também sonha com a Tai (eu sonho em voltar!):

Carol: Eu diria pra abrir a cabeça pra descobrir um mundo totalmente novo, e abrir mão da frescura – lá o que mais rola são comidinhas de rua, que são ótimas e baratíssimas! Ah, e também pra ler sobre a cultura local antes de ir pra lá, isso ajuda bastante! No mais, é só aproveitar a viagem nesse país sensacional!

Karla: Acho que uma viagem para a Tailândia se torna mais especial quando se propõe a ter mais contato com as pessoas, tentar falar algumas palavras no idioma, provar a comida de rua e conhecer o máximo, que possível para uma viagem, dessa cultura tão linda.

O guia está disponível para venda nos blogs Mochilão Trips (www.mochilaotrips.com/guia-de-mochilao-pela-tailandia) e Compartilhe Viagens. (http://compartilheviagens.com.br/guia-de-mochilao-pela-tailandia/ ).

Tudo o que você precisa saber para viajar pela Tailândia e Camboja

Eu me apaixonei tanto pelo sudeste asiático que voltaria mil vezes. É do tipo de lugar que você pode voltar sempre e nunca verá a mesma coisa. É mega tranquilo de ir, seja para quem está viajando de mochilão ou primeira classe.

Hoje vou listar todos os posts que fiz sobre a Tailândia e Camboja, mostrar em quais hoteis nos hospedamos, nosso roteiro pelos dois países, comidas, tuk tuk e etc. O texto vai ficar meio grande (imenso, eu diria), mas é um apanhadão de informações para facilitar a minha, a sua e a nossa vida!

Bê-a-bá da Tailândia

Bom! A Tailândia é um dos países que formam o sudeste asiático e faz fronteira com Myanmar, Laos e meu amado Camboja. O Tailandês é a língua oficial, mas o inglês faz parte da rotina do país por conta do alto número de turistas, então não se preocupe. O inglês basicão já quebra um galho. A moeda por lá é o Baht, que é muito desvalorizada e é por isso que a Tailândia é o paraíso de mochileiros e dos mãos de vaca! kkk  Você pode conferir a cotação do dia clicando aqui.

Como chegar e como se locomover?
Nos 20 dias que passamos na Ásia percorremos a Tailândia de norte a sul e também conhecemos a capital do Camboja. Justamente por incluir tanta coisa no roteiro, é claro que tivemos que deixar muuuita coisa de fora. Para conseguirmos fazer funcionar essa logística maluca, recorremos ao avião. E foi uma ótima escolha. Do Brasil até Bangkok voamos pela Etihad e foi um ótimo voo. A cia aérea é excelente! Internamente utilizamos a Bangkok Airways.

Já nas cidades utilizamos o famosíssimo tuktuk, que é uma moto adaptada e que é a marca registrada da região. Além de ser uma meio de transporte barato e rápido, confesso que foi super divertido! Se quiser agilizar algum passeio, opte por fechar com o piloto/motorista do tuktuk. Ele pode te levar para cima e para baixo, sem contar que pode ficar te aguardando em alguns lugares.

Quando fomos?
Fomos no finalzinho de dezembro! Chegamos em Bangkok dia 27 e passamos o ano novo por lá. Aqui tem um ótimo post para saber qual a melhor época para visitar esse paraíso. Foram 6 dias nessa metrópole conhecendo templos, mercados e pessoas. Andamos de tuktuk, trem, barco e carro e que cidade surpreendente! Sei que a palavra ‘surpreendente’ é clichê pra caramba, mas Bangkok é uma cidade enorme, que mescla prédios ultramodernos com casas simples e templos seculares e tudo parece se entrelaçar. Isso é o que surpreende. Tudo muito diferente e novo para nós. Confira os lugares que visitamos em Bangkok ou ao redor da cidade:

Mais de 8 mil barracas, muita gente e um lugar único: este é o Chatuchak Market

 Wat Pho – o templo do Buda ReclinadoIMG_0345

Engarrafamento de barcos no Mercado Flutuante de BangkokIMG_0176

Wat Arun e o pôr do solUma das galerias do templo.

Kanchanaburi: para gringo ver IMG_1430_2

A histórica Ayutthaya e seus Buddhas decapitadosIMG_0944

Da capital seguimos para o interior: Chiang Mai e Chiang Rai. Olha, Chiang Mai é um encanto só, tem uma vibe meio europeia e cheira canela! Kkk Conhecemos mais templos (óbvio), algumas furadas (óbvio 2) e teve até passeio com elefantes! E em Chiang Rai estivemos no templo mais lindo da vida, o Branco.

Um dos lugares que mais senti paz na vida foi no Doi Suthep. Pessoalmente, a Ásia foi um lugar fantástico que proporcionou aprendizados diários. Aprendi sobre a religião, abandonei tabus e me vi crescendo como ser humano através dos costumes que aprendi com as pessoas.

Essa é a graça de viajar pra mim. Tem gente que evolui estudando, praticando esportes ou ajudando o próximo. Eu fui aprender mais sobre mim mesma lá na Ásia onde tudo é simples, mas muito profundo. Esses são os posts da região de Chiang Mai e Chiang Rai:

Meu amigo tigre: Toda a beleza do Tiger TempleIMG_1677

Passeio com elefantes em Chiang MaiIMG_2090

 Passeio de balsa (furada) de bamboo na TailândiaIMG_2174

No alto da montanha: Wat Phrathat Doi SuthepIMG_2325

Long Neck Village: a tribo das mulheres girafa no norte da TailândiaIMG_2759

O incrível Wat Rong Kung, em Chiang RaiIMG_2459

Chega de Templos! Hora de ver as paradisíacas praias da Tailândia! E olha, que lindeza de mar azul turquesa!! Ficamos em Phuket por 6 dias e foi pouco, muito pouco! Isso só nos deixou com vontade de voltar e ficar mais tempo. Nem vou me prolongar, vejam vocês mesmos nesses posts:

O azul do mar das Ilhas Ko Phi Phi e PhuketIMG_2956

Maya Bay, a paradisíaca praia da TailândiaEsta era a minha vista sentadinha na praia!

Nossa última parada foi em Siem Reap, no Camboja. E que país, que templos, que povo, minha gente?!! Com certeza um dos lugares mais inspiradores do mundo! Não tem nada que eu não tenha simplesmente amado nesse país.

Templos de Angkor: conhecendo o Ta ProhmIMG_3410

Angkor Wat e sua história apaixonanteIMG_3594

Banteay Srei, um dos mais antigos templos do CambojaIMG_3703

Roupas

Antes de viajar pesquisei muito sobre o tipo de roupa adequado para entrar nos templos. Fiz um post bem explicadinho que você pode conferir aqui. Mas no geral, nem pense em tentar entrar num templo vestindo algo mini, justo, rasgado, com decote ou sem manga. Isso vale para homens e mulheres.

 Montando a mochila: que roupas levar para o continente asiático?Tudo o que levei para a viagem

Comidas
Achei a gastronomia desses dois países muito parecida com a nossa. O arroz é servido em quase todas as refeições, assim como frango e peixe. É claro que há uma infinidade de restaurantes internacionais que te deixarão bem à vontade (se você for fã de pimenta e frango como eu, você tá feito!).

Algo que chamou minha atenção e que adorei foi o fato de que a gastronomia de rua é bem presente. Na saída dos templos sempre há barraquinhas e mais barraquinhas de mil coisas diferentes, mas as que mais gostei foram as que vendiam frutas já descascadas e cortada em um saquinho. Eles te davam um palito (tipo esses de churrasquinho de rua) para você ir comendo pela rua. Amei. Comi muito!

Muita gente me alertou sobre o cuidado (ou a falta de) no preparo dos alimentos, mas acho que alguns cuidados devem ser tomados tanto se você estiver na Suíça quanto na tribo mais pobre do mundo: limpeza do lugar e validade do alimento! O resto fica tudo certo.

Vistos

Brasileiros não precisam de visto para entrar na Tailândia. Já para viajar ao Camboja precisamos sim ter visto para entrar no país. Aqui conto o que é preciso fazer:

Vistos para Tailândia e Camboja IMG_1986

Valores
Costumo dizer que caro mesmo só a passagem, que geralmente custa a partir de R$ 2,5 mil, pois o resto é bem em conta (por isso muitos mochileiros simplesmente amam a Ásia).É possível fazer uma refeição completa (prato feito ENORME + refri) a partir de 4 dólares, mas se você for mais exigente e quiser um restaurante melhor, também é barato (entre 12 e 19 dólares) e se você for MUITO exigente… Bem, aí o céu é o limite! Rs

Hotéis escolhidos
Poderia entrar no parágrafo dos valores, pois também são muito em conta. E olha, tem para todos os bolsos e gostos. Para terem uma base, o valor da diária de um hotel 3 estrelas aqui é o valor da diária em um 5 estrelas lá.

 Onde nos hospedamos:

Bangkok: Pullman King Power

Chiang Mai: Le Meridien 

Chiang Rai: Le Meridien

Phuket: SALA Phuket Resort & SPA

Siem Reap: Tara Angkor Hotel

Quanto tempo ficar? 
Bom! Depende muito do tipo de roteiro que você pretende fazer, mas não imagino uma viagem à Àsia durar menos do que 15 dias. Pense comigo: só nossa ida levou 21 horas, isso que tivemos sorte e pagamos uma conexão ótima! Então imagine levar mais de 40h (ida + volta) e passar apenas uma semana? Não rola, né?

Uffa! Ficou faltando alguma informação?? Se tiverem mais alguma dúvida é só entrar em contato pelas redes sociais ou mandar e-mail para comoserrosaprendi@gmail.com!

É isso pessoal! Não se esqueçam de comentar os posts, isso ajuda o blog a ganhar vida, me orienta sobre as preferências de vocês e me estimula, pois a cada comentário fico muito feliz! Você também pode acompanhar a gente no Facebook e Instagram

Long Neck Village: a tribo das mulheres girafa no norte da Tailândia

IMG_2756Quando decidi ir para a Tailândia, entre os primeiros itens da lista estava a conhecer as mulheres girafa. As mulheres da tribo Karen são famosas por acumular argolas pesadas ​​ao redor do pescoço, antebraços e canelas. Um costume bonito e polêmico ao mesmo tempo, mas o que eu não esperava era passar por um conflito ético durante a visita ao povoado.

Saímos daqui do Brasil já com o passeio agendado e no dia combinado saímos de Chiang Mai e seguimos para a região do Triângulo Dourado, onde fica a Long Neck Village.

O nome pode até ser bonito, mas na vida real trata-se de um assentamento de refugiados. Originários do Myanmar (antiga Birmânia), o povo dessa tribo foi tão perseguido por questões étnicas que muitos deles resolveram abandonar seus lares e fugir.

IMG_2757Hoje existem cerca de 40 mil pessoas da tribo e parte desse povo vive em pequenos pedaços de terra distribuídos pela Tailândia. Como são refugiados, nosso guia explicou que apenas alguns poucos homens podem sair dali. O restante não pode deixar o acampamento para trabalhar, estudar ou passear.

Vendo o potencial turístico desse povo tão peculiar, o Governo Tailandês “liberou” a visita de turistas que pagam (ao governo) para entrar na tribo que sobrevive, em maior parte, da venda dos artesanatos. Uma via de mão dupla vista como exploração por uns e oportunidade por outros.

Antes que perguntem, é claro que eu sabia que se tratava de refugiados e que a situação não seria linda. Mas confesso que fiquei completamente dividida por ‘financiar’ um turismo que não concordo e ao mesmo tempo me vi ajudando uma pessoa que depende da venda de seus artesanatos para cuidar de sua família. É um sentimento complexo e inevitável.

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Assim que chegamos as mulheres mais antigas do acampamento nos explicaram um pouco sobre a cultura e os motivos de estarem ali. Como jornalista gostaria de conversar com cada uma delas, entender como tomaram a decisão de deixar suas casas e suas vidas. Algumas delas até são abertas a falar sobre o assunto. Outras não.

IMG_2761Cada família mora em uma pequena casa de madeira onde expõe e vende seus produtos. Há uma tenda onde os turistas são recebidos e um pequeno barzinho onde dá para comprar água e alguns petisquinhos.

Longos pescoços
Existem diversas teorias sobre o real motivo de apenas as mulheres usarem as argolas. Algumas dizem que seria para embelezar as mulheres e outras que o uso dos colares começou para proteger dos ataques de tigres. Porém, a maior razão pela qual as mulheres Karen continuam alongando seus pescoços, braços e pernas até hoje é bem simples: a tradição!

Atualmente há mulheres que continuam usando as argolas com o objetivo de manter vivo o patrimônio cultural de seu povo e também há as que usam pelo simples fato de precisar de dinheiro (contradição ética, lembra?). Muitas jovens já nem usam mais (apesar de eu ter visto crianças já com argolas). Honestamente acho que esse costume vai continuar apenas por mais algumas gerações.

O curioso é que é tudo ilusão de ótica, pois os pescoços não ficam maiores. A verdade é que as argolas afinam o pescoço e o peso da peça (que pode chegar a 10 kg) empurra a clavícula para baixo, o que acaba “afundando” a caixa toráxica e dando a ilusão de que o pescoço cresceu.

Eu, levemente esverdeada! rs

Eu, levemente esverdeada! rs

Não caiu bem
Meu estômago também decidiu se manifestar durante a viagem. Comi algo pela estrada que não caiu muito bem e acabei passando super mal (quem mandou não ter frescura e comer tudo que vê pela frente?!).

Sabe quando sua pressão cai tanto que você fica até meio esverdeada? Pois foi assim que fiquei. As mulheres contando a historia da tribo e eu só rezando para não vomitar no pé delas! É nojento, eu sei. Mas é verdade.

Acho que essa mistura de “emoções” fez com que a experiência não tenha sido tão boa quanto eu esperava, mas o aprendizado e a reflexão foram enormes.

No fundo entendi que as mulheres e homens da tribo só vão se sentir em um “zoológico humano” se você os tratar assim. Se mostrar interesse pela vida e cultura eles vão se sentir honrados e felizes. Se eu voltaria ou recomendaria esse lugar? Claro que sim! Mas voltaria para tentar compreender melhor a situação desse povo e, quem sabe, até tentar ajudar. E indico que você faça o mesmo.

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“Um sorriso sutil
em um rosto cansado.
Uma alma marcada
em um lugar que não é dela.
Uma cidadã do mundo
e um ser humano sem pátria”