Tudo o que você precisa saber para viajar pela Tailândia e Camboja

Eu me apaixonei tanto pelo sudeste asiático que voltaria mil vezes. É do tipo de lugar que você pode voltar sempre e nunca verá a mesma coisa. É mega tranquilo de ir, seja para quem está viajando de mochilão ou primeira classe.

Hoje vou listar todos os posts que fiz sobre a Tailândia e Camboja, mostrar em quais hoteis nos hospedamos, nosso roteiro pelos dois países, comidas, tuk tuk e etc. O texto vai ficar meio grande (imenso, eu diria), mas é um apanhadão de informações para facilitar a minha, a sua e a nossa vida!

Bê-a-bá da Tailândia

Bom! A Tailândia é um dos países que formam o sudeste asiático e faz fronteira com Myanmar, Laos e meu amado Camboja. O Tailandês é a língua oficial, mas o inglês faz parte da rotina do país por conta do alto número de turistas, então não se preocupe. O inglês basicão já quebra um galho. A moeda por lá é o Baht, que é muito desvalorizada e é por isso que a Tailândia é o paraíso de mochileiros e dos mãos de vaca! kkk  Você pode conferir a cotação do dia clicando aqui.

Como chegar e como se locomover?
Nos 20 dias que passamos na Ásia percorremos a Tailândia de norte a sul e também conhecemos a capital do Camboja. Justamente por incluir tanta coisa no roteiro, é claro que tivemos que deixar muuuita coisa de fora. Para conseguirmos fazer funcionar essa logística maluca, recorremos ao avião. E foi uma ótima escolha. Do Brasil até Bangkok voamos pela Etihad e foi um ótimo voo. A cia aérea é excelente! Internamente utilizamos a Bangkok Airways.

Já nas cidades utilizamos o famosíssimo tuktuk, que é uma moto adaptada e que é a marca registrada da região. Além de ser uma meio de transporte barato e rápido, confesso que foi super divertido! Se quiser agilizar algum passeio, opte por fechar com o piloto/motorista do tuktuk. Ele pode te levar para cima e para baixo, sem contar que pode ficar te aguardando em alguns lugares.

Quando fomos?
Fomos no finalzinho de dezembro! Chegamos em Bangkok dia 27 e passamos o ano novo por lá. Aqui tem um ótimo post para saber qual a melhor época para visitar esse paraíso. Foram 6 dias nessa metrópole conhecendo templos, mercados e pessoas. Andamos de tuktuk, trem, barco e carro e que cidade surpreendente! Sei que a palavra ‘surpreendente’ é clichê pra caramba, mas Bangkok é uma cidade enorme, que mescla prédios ultramodernos com casas simples e templos seculares e tudo parece se entrelaçar. Isso é o que surpreende. Tudo muito diferente e novo para nós. Confira os lugares que visitamos em Bangkok ou ao redor da cidade:

Mais de 8 mil barracas, muita gente e um lugar único: este é o Chatuchak Market

 Wat Pho – o templo do Buda ReclinadoIMG_0345

Engarrafamento de barcos no Mercado Flutuante de BangkokIMG_0176

Wat Arun e o pôr do solUma das galerias do templo.

Kanchanaburi: para gringo ver IMG_1430_2

A histórica Ayutthaya e seus Buddhas decapitadosIMG_0944

Da capital seguimos para o interior: Chiang Mai e Chiang Rai. Olha, Chiang Mai é um encanto só, tem uma vibe meio europeia e cheira canela! Kkk Conhecemos mais templos (óbvio), algumas furadas (óbvio 2) e teve até passeio com elefantes! E em Chiang Rai estivemos no templo mais lindo da vida, o Branco.

Um dos lugares que mais senti paz na vida foi no Doi Suthep. Pessoalmente, a Ásia foi um lugar fantástico que proporcionou aprendizados diários. Aprendi sobre a religião, abandonei tabus e me vi crescendo como ser humano através dos costumes que aprendi com as pessoas.

Essa é a graça de viajar pra mim. Tem gente que evolui estudando, praticando esportes ou ajudando o próximo. Eu fui aprender mais sobre mim mesma lá na Ásia onde tudo é simples, mas muito profundo. Esses são os posts da região de Chiang Mai e Chiang Rai:

Meu amigo tigre: Toda a beleza do Tiger TempleIMG_1677

Passeio com elefantes em Chiang MaiIMG_2090

 Passeio de balsa (furada) de bamboo na TailândiaIMG_2174

No alto da montanha: Wat Phrathat Doi SuthepIMG_2325

Long Neck Village: a tribo das mulheres girafa no norte da TailândiaIMG_2759

O incrível Wat Rong Kung, em Chiang RaiIMG_2459

Chega de Templos! Hora de ver as paradisíacas praias da Tailândia! E olha, que lindeza de mar azul turquesa!! Ficamos em Phuket por 6 dias e foi pouco, muito pouco! Isso só nos deixou com vontade de voltar e ficar mais tempo. Nem vou me prolongar, vejam vocês mesmos nesses posts:

O azul do mar das Ilhas Ko Phi Phi e PhuketIMG_2956

Maya Bay, a paradisíaca praia da TailândiaEsta era a minha vista sentadinha na praia!

Nossa última parada foi em Siem Reap, no Camboja. E que país, que templos, que povo, minha gente?!! Com certeza um dos lugares mais inspiradores do mundo! Não tem nada que eu não tenha simplesmente amado nesse país.

Templos de Angkor: conhecendo o Ta ProhmIMG_3410

Angkor Wat e sua história apaixonanteIMG_3594

Banteay Srei, um dos mais antigos templos do CambojaIMG_3703

Roupas

Antes de viajar pesquisei muito sobre o tipo de roupa adequado para entrar nos templos. Fiz um post bem explicadinho que você pode conferir aqui. Mas no geral, nem pense em tentar entrar num templo vestindo algo mini, justo, rasgado, com decote ou sem manga. Isso vale para homens e mulheres.

 Montando a mochila: que roupas levar para o continente asiático?Tudo o que levei para a viagem

Comidas
Achei a gastronomia desses dois países muito parecida com a nossa. O arroz é servido em quase todas as refeições, assim como frango e peixe. É claro que há uma infinidade de restaurantes internacionais que te deixarão bem à vontade (se você for fã de pimenta e frango como eu, você tá feito!).

Algo que chamou minha atenção e que adorei foi o fato de que a gastronomia de rua é bem presente. Na saída dos templos sempre há barraquinhas e mais barraquinhas de mil coisas diferentes, mas as que mais gostei foram as que vendiam frutas já descascadas e cortada em um saquinho. Eles te davam um palito (tipo esses de churrasquinho de rua) para você ir comendo pela rua. Amei. Comi muito!

Muita gente me alertou sobre o cuidado (ou a falta de) no preparo dos alimentos, mas acho que alguns cuidados devem ser tomados tanto se você estiver na Suíça quanto na tribo mais pobre do mundo: limpeza do lugar e validade do alimento! O resto fica tudo certo.

Vistos

Brasileiros não precisam de visto para entrar na Tailândia. Já para viajar ao Camboja precisamos sim ter visto para entrar no país. Aqui conto o que é preciso fazer:

Vistos para Tailândia e Camboja IMG_1986

Valores
Costumo dizer que caro mesmo só a passagem, que geralmente custa a partir de R$ 2,5 mil, pois o resto é bem em conta (por isso muitos mochileiros simplesmente amam a Ásia).É possível fazer uma refeição completa (prato feito ENORME + refri) a partir de 4 dólares, mas se você for mais exigente e quiser um restaurante melhor, também é barato (entre 12 e 19 dólares) e se você for MUITO exigente… Bem, aí o céu é o limite! Rs

Hotéis escolhidos
Poderia entrar no parágrafo dos valores, pois também são muito em conta. E olha, tem para todos os bolsos e gostos. Para terem uma base, o valor da diária de um hotel 3 estrelas aqui é o valor da diária em um 5 estrelas lá.

 Onde nos hospedamos:

Bangkok: Pullman King Power

Chiang Mai: Le Meridien 

Chiang Rai: Le Meridien

Phuket: SALA Phuket Resort & SPA

Siem Reap: Tara Angkor Hotel

Quanto tempo ficar? 
Bom! Depende muito do tipo de roteiro que você pretende fazer, mas não imagino uma viagem à Àsia durar menos do que 15 dias. Pense comigo: só nossa ida levou 21 horas, isso que tivemos sorte e pagamos uma conexão ótima! Então imagine levar mais de 40h (ida + volta) e passar apenas uma semana? Não rola, né?

Uffa! Ficou faltando alguma informação?? Se tiverem mais alguma dúvida é só entrar em contato pelas redes sociais ou mandar e-mail para comoserrosaprendi@gmail.com!

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Banteay Srei, um dos mais antigos templos do Camboja

Continuando nossas andanças pelo Camboja, hoje é dia de falar sobre um dos mais antigos templos de Angkor: O Banteay Srei, que foi construído no Século X! Também vou falar sobre o Baphuon, por onde passamos durante a nossa estadia pelo continente asiático.

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O Banteay Srei foi um dos templos mais afastados que visitamos. Fica cerca de 30km distante de Siem Reap, mas por mais distante que seja, é um lugar que deve ser incluído no seu roteiro.

Não só por ter sido construído no ano de 960, mas também porque todo o “design” do templo é extremamente delicado – diria até que feminino – e contém uma riqueza de detalhes minuciosos em cada uma das paredes de pedra. Acho que deve ser por isso que seu nome quer dizer algo como “Cidade da Mulher”.

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Sem contar que o Banteay Srei foi completamente construído (talhado, eu diria) em uma pedra rosada, o que faz com que o templo seja completamente diferente dos demais. É um trabalho árduo, único e completamente artesanal. Posso dizer que o termo “esplêndido” não seria nada exagerado para defini-lo.

Há tantos detalhes que não há como não passar algum tempo olhando as paredes, portas e esculturas. Foi neste templo que tirei uma das fotos que mais gostei em toda a viagem. Essa:

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Quanto custa
Por mais que o templo seja distante e não fique dentro do Complexo de Templos de Angkor, o bilhete de entrada também é válido para visitar o Banteay Srei (algo semelhante aos Museum Pass que existem por aí).

Como disse acima, ele fica distante 30 km de Siem Reap e levamos quase uma hora para chegar até ele e olha que estávamos de carro. Por isso planeje bem o seu dia, pois é necessário alugar um tuk-tuk (ou táxi, ou moto) para chegar até lá.

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Baphuon
Já o Baphuon fica dentro do Complexo de Templos. É muito bonito, mas não como atração principal. O ideal é que você dê um “esticada” de algum outro templo até ele.

O templo foi construído em homenagem ao Deus Shiva lá no século XI. De acordo com as informações que ficam em uma placa na frente do templo, o Baphuon é um dos maiores em relação a tamanho, ficando atrás apenas de Angkor Wat. Ele ainda passa por restauração mas foi reaberto ao público em 2011.

Baphuon Temple

Baphuon Temple

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Vista de cima do Baphuon.

Vista de cima do Baphuon.

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Angkor Wat e sua história apaixonante

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Fachada da entrada principal.

Olha eu enrascada de novo, já que por mim eu diria apenas que é um lugar fascinante e que nada que eu pudesse falar aqui descreveria a real dimensão e beleza desse templo. Mas vou tentar encontrar as palavras (e as fotos) certas para te dar dicas sobre o Angkor Wat e te incentivar a viajar para este país. 
Começo dizendo que o Angkor Wat é realmente diferente de todos os outros templos da Ásia.

E isso não é só força de expressão: a arquitetura dele é única. Os templos que conheci pela Tailândia e Camboja seguiam meio que o mesmo padrão (menos o Templo Branco como vc pode ver aqui) e o Angkor tem um estilo só dele. Único. Sofisticado. Belo.

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Eu sei que o foco não está dos melhores, mas amo essa foto!

O Angkor Wat foi nosso segundo templo do dia. E poderia ter sido o único. Desde criança perco totalmente a noção do tempo e praticamente nem ligo para as pessoas ao meu redor quando me encando com alguma coisa. E isso aconteceu muito comigo durante essa viagem.

No Angkor Wat, por exemplo, sei que chegamos lá pelas 10h e saímos depois das 15h. Nosso guia disse que em média, as pessoas não levam mais do que 2h para conhecer o templo e que ficou curioso em saber porque passei 5 horas lá dentro! haha

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E essa senhora sorrindo e pedindo para ser fotografada?

Quem acompanha o blog sabe que eu costumo ser muito honesta em relação aos lugares que visito. E olha, sem nenhum exagero, o Angkor Wat foi um dos lugares mais lindos que vi na vida. Na verdade foi o mais lindo. Sei que isso é uma impressão extremamente pessoal, mas quando você aprende a história do templo e toca naquelas paredes construídas há séculos, é impossível não se apaixonar e não se emocionar. Juro.

IMG_3593Falando em História…
É preciso entender a história de cada país que você visita. Por isso agora vou conta rum pouco da história desse templo magnífico. Para você ter uma ideia do quanto ele era (e continua sendo) importante, o templo se tornou o símbolo do Camboja e hoje aparece bem no centro da bandeira do país.

Angkor Wat foi construído no século XII e funcionava como centro político e religioso do império Khmer. Os estudiosos estimam que em sua época mais ativa, cerca de 20 mil pessoas moravam dentro das dependências do templo. Acho que assim dá para imaginar o tamanho dessa estrutura.

Quando o império caiu, lá por 1432, todos os templos da região de Angkor foram abandonados. TODOS. Menos um: Angkor Wat! Sim, há provas arqueológicas e manuscritos de outros povos comprovando que os monges que habitavam o Angkor Wat foram os únicos da região que resistiram ao completo abandono que durou centenas de anos e continuaram morando lá até o templo ser “redescoberto” por uma expedição francesa.

Para comprovar tamanha grandeza, aqui segue o relato encontrado no diário do naturalista francês Henri Mouhot, que participou da “redescoberta”:

“Um desses templos — rival do de Salomão, e erigido por algum antigo Michelangelo—, poderia ocupar um honorável lugar entre os nossos edifícios mais belos. É maior do que qualquer do nossos legados de Grécia e Roma, e apresenta um triste contraste com o estado de barbárie em que agora se encontra sumida a nação”.

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Como chegar
Como expliquei no último post, todos os templos de Angkor ficam em um complexo, uma espécie de sítio arqueológico em que sua entrada pode valer por vários dias já que é impossível conhecer tudo em um dia só.  Este complexo fica há pouco mais de 5km do centro de Siem Reap, que é a porta de entrada para este paraíso aí!

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IMG_3633Roupas
A maioria da população asiática é Budista e todos os países possuem regras bem rígidas em relação às roupas para adentrar aos templos. Como existem muitos na Tailândia e Camboja, é preciso respeitar as normas e a regra básica é: nada de roupa mini, justa ou sem mangas. Se tiver com uma dessas peças simplesmente não te deixam entrar no local e isso vale tanto para homens quanto para nós, mulheres.

Se quiser mais informações é só ler este post onde explico como montar sua mala para visitar o continente asiático.

Um amor
Como disse, eu me apaixonei pelo Camboja e o Angkor Wat me deu ainda mais vontade de rodar o mundo e me ensinou muito sobre respeito ao que é diferente. Sim, este templo tem a vibe (ou energia, como preferir) que todo grande lugar sagrado tem.

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