Que roupas usar para viajar durante o inverno?

Eu sei que em boa parte do Brasil quase não faz frio. Somos um país solar, onde em vários estados é verão praticamento o ano inteiro. E quando esfria, é aquele friozinho bobo que não te obriga a usar quilos e mais quilos de roupa (OK, sei que no Sul é diferente).

Atendendo a pedidos resolvi mostrar como me preparo para viajar durante o inverno. Mas lembrando, gente, que esta é a forma que melhor deu certo para mim. Para você talvez seja necessário mais ou menos roupas de frio ou até mesmo que você tenha um método melhor que esse para me ensinar (contem no comentário, por favor!! rs).

Valle Nevado, Chile

Bem, vamos lá! É super normal a gente ter uma mini crise de pânico por não saber que tipo de roupa usar quando viajamos no inverno para outros países. É neve, chuva, vento, temperatura abaixo de zero e muitas vezes tudo isso junto e misturado.

Quando chega a hora de fazer a mala bate aquele monte de dúvidas e aquele medo de passar frio te acompanha diariamente. E é aí que a gente pensa em comprar mil casacos e tudo mais que for quentinho para levar. E eu estou aqui para dizer: não! Não precisa fazer isso!

Para te ajudar, resolvi usar minha vivência em alguns outonos e invernos por esse mundão para escrever esse post dando ideias de como se proteger do frio da porra durante a viagem. Não se trata de um post ao estilo “Look do dia”, mas sim algo do tipo: “Vai por mim”! kkkk

E também eu resolvi usar fotos das minhas viagens para ilustrar o post. Achei melhor mostrar uma situação “vida real” do que mostrar só a foto do casaco ou imagens aleatórias da internet.

Casca de cebola
O “método” que mais deu certo para mim, foi o casca de cebola que consiste em usar uma camada de roupa por cima de outra camada (como uma cebola, dããã).  O truque é combinar peças que possam isolar e manter o calor no seu corpo quando você estiver na rua. Falo na rua porque as casas, hotéis, bares e restaurantes possuem calefação e muito provavelmente dentro dos estabelecimentos estará tão quente que você vai querer tirar ao menos uma ou duas dessas camadas.

É claro que também tudo depende do lugar para onde você está indo. Essas dicas serão mais úteis em uma temperatura entre -08C e 10 graus ou para quem estiver indo para boa parte da Europa e Estados Unidos.

Agora vamos ao que realmente interessa: como montar as camadas sem parecer o boneco da michelin (ou ao menos, vamos tentar não parecer).

Primeira camada: quente e confortável
Além da roupa de baixo, sugiro que use uma segunda pele. No meu caso, na parte de cima uso uma blusa de manga de malha bem justinha ao corpo. Sendo honesta, sinto que a malha ajuda mais a manter meu corpo quente do que muita blusa térmica. Mas isso é algo meu. Conversando com as amigas (pq mulher sente mais frio, né?), muitas preferem as blusas térmicas mesmo. Prove e escolha a sua.

Vittorio Emanuele

A blusa de malha dá a opção de, se ficar mais quentinho, tirar boa parte dos casacos.

Colosseo

Já na parte de baixo uso uma meia calça potente (do fio 80 para cima), uma leggin grossa ou ainda uma calça térmica. As três podem ter o mesmo efeito e são finas e bem grudadas ao corpo. Isso é legal porque dependendo do frio você pode usar mais de uma ou até mesmo antes do jeans (uso assim sempre).

Segunda camada: pulo do gato
Na parte de cima agora é hora de usar uma boa blusa de lã ou fleece. É nessa parte que a intensidade do frio vai dizer se você vai precisar de mais ou menos camadas. Se não estiver muito frio, você vai colocar OU a lã (e aí entra todo tipo de blusa: suéter, cardigã e etc) OU a blusa de fleece. Caso o frio seja intenso, pode usar os dois tranquilamente, porque a regra principal é não passar frio!

Na parte de baixo vale o que falei na primeira etapa: se usar uma meia potente, feita para o inverno mesmo, provavelmente estará tranquila. Mas se estiver muito frio, use mais de uma meia ou aliada com o jeans.

Na foto estou: com uma blusa de malha (tipo da foto 1) e uma blusa de lã, um pouco mais grossa.

Na foto estou: com uma blusa de malha (tipo da foto 1) e uma blusa de lã, um pouco mais grossa.

 Se ficar um pouco mais frio, além da blusa de algodão e de lã, jogue por cima um casaquinho de lã ou fleece.

Se ficar um pouco mais frio, além da blusa de algodão e de lã, jogue por cima um casaquinho de lã ou fleece.

Terceira camada
Agora é a hora de escolher bem o casaco (ou oS casacoS) que vai te acompanhar. O inverno geralmente tem essa equação: vento + chuva + neve e o seu último casaco precisa te proteger de tudo isso! Imagina aquele vento passando pela sua blusa e congelando até a espinha? Ou imagine ainda você brincar de Elsa na neve e depois ela derreter e te molhar inteira? Não queremos e nem podemos passar por isso, não é mesmo? Então escolha um casaco que de preferência seja impermeável. Se não for nevar/chover/molhar, um casaco de feltro já pode ajudar bastante.

É! Ferrou e o frio chegou de vez? Então não deixe de usar um casaco potente! Este é impermeável e resiste a chuva/vento.

É! Ferrou e o frio chegou de vez? Então não deixe de usar um casaco potente! Este é impermeável e resiste a chuva/vento.

Aqui um exemplo de casaco corta vento e impermeável para os homens.

Aqui um exemplo de casaco corta vento e impermeável para os homens.

Eu tenho gostado muito dos que são feitos com pluma de ganso: esquentam horrores e são incrivelmente leves (pesam poucos gramas, de tão leves). A desvantagem dele é que são de origem animal (penas de ganso, lembra?). Mas se você não quiser, os tradicionais revestidos de poliéster também funcionam muito bem!

Aqui exemplo de casaco com pluma de ganso. Ele é fino e esquenta MUITO!

Aqui exemplo de casaco com pluma de ganso. Ele é fino e esquenta MUITO!

Esse é um exemplo de casaco de feltro.

Esse é um exemplo de casaco de feltro.

Quarta camada: o charme
Não se esqueça de levar luvas, cachecol e touca. No caso dos dois últimos leve muitos! São eles que – além de te esquentar – vão renovar o look. Geralmente é nessa parte que costumo exagerar na hora de montar a mala. São os acessórios que vão dar todo um charme para aquele casaco preto/cinza da viagem e uma nova cara para a roupa já usada algumas vezes.

Cachecol caríssimo? Difícil de encontrar? Nãããão! Cachecol da Riachuelo mesmo!

Cachecol caríssimo? Difícil de encontrar? Nãããão! Cachecol da Riachuelo mesmo!

Combo: cachecol da marisa + gorro decathlon.

Combo: cachecol da marisa + gorro decathlon.

Vale quanto custa?
Sempre li que as roupas de frio aqui do Brasil não ‘aguentam’ o frio que faz no exterior. Pelo que já testei, essa informação não é de toda correta, mas é fato que o material utilizado em nossos casacos é bastante inferior ao utilizado nos casacos da gringa. Pensando na lógica das camadas de roupa, com um casaco daqui você precisaria usar uma ou duas camadas a mais do que usaria se estivesse vestindo um casaco vendido em um país que realmente faz frio. Mas que dá para usar os nossos. Isso dá!

Aqui um exemplo da diferença de preço e porque : essa bota alem de impermeável. tem solado de borracha e pelos dentro, o que ajuda a quecer. No Brasil custaria certamente mais de 200 reais. Eu paguei 14 euros na Itália.

Aqui um exemplo da diferença de preço e porque : essa bota alem de impermeável. tem solado de borracha e pelos dentro, o que ajuda a quecer. No Brasil custaria certamente mais de 200 reais. Eu paguei 14 euros na Itália.

Também gostaria de falar sobre o preço desses produtos. Aqui no Brasil, casacos, meias de lã ou blusa de fleece obviamente são mais caros. Por isso, uma dica legal é deixar para comprar algumas coisas no país que for visitar. Geralmente ótimos produtos são vendidos nas lojas de departamento mesmo e por preços bem em conta.

Onde comprar?
Aqui no Brasil também temos lojas nacionais especializadas em produtos de inverno que são ótimas e pra lá de confiáveis. São elas: Oficina de Inverno, Fiero e Benevento. Também já comprei produtos na Decahtlon e gosto muito do custo/benefício para peças simples como meias, calças segunda-pele e casacos de fleece.

Ufaa! É basicamente isso que aprendi viajando para o frio. Se você tiver alguma dúvida ou alguma dica, deixe aqui nos comentários! :*

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Passeio de balsa (furada) de bamboo na Tailândia

#Compartilhe: O jeitinho parisiense de defender uma garota em “perigo”

Aqui no Blog temos a TAG #Compartilhe. É um espaço para nossos leitores contarem alguma furada, situação inusitada ou algo interessante que ocorreu durante uma viagem. Hoje a história é do Clayton, que planejou cada detalhe da sua viagem para Paris, mas ele só não pensou no que poderia dar errado e nem que as vezes falar um pouco alto, pode gerar, digamos assim, alguns probleminhas! haha 

Aproveitem (e aprendam) com esse relato: 

Louvre

Quando planejamos uma viagem, pensamos em todos os lugares que gostaríamos de visitar e a melhor maneira de aproveitar cada minuto no lugar de destino. A gente só não pensa no que pode dar errado. E assim foi minha viagem para Paris. Tudo planejado como jamais poderia deixar de ser, fotos, paisagens, viver como um legítimo francês, porém,  quem me conhece sabe o quanto o meu tom de voz é alto e muitas vezes quem me vê falando pode facilmente se confundir achando que estou brigando com alguém.

Foi com este tom elevado de voz que eu estava com minha namorada dentro do metrô em pleno horário de pico. Como o vagão estava muito cheio, eu estava com a bolsa dela nas mãos e gesticulei bastante ao conversar e quando menos esperei, fui surpreendido com um tapa fortíssimo nas minhas costas.

No momento do tapa a única vontade que me veio a cabeça foi a de chorar feito uma criança que leva uma surra da mãe. Evitei ao máximo olhar para o lugar de onde veio o tapa, sentindo um medo imensurável de levar uma nova investida daquele braço que pesava toneladas.

 

Moulin Rouge

Após o susto passar, acabei olhando para o rapaz que desferiu o tapa no momento em que ele deve ter percebido que eu não estava tentando assaltar a minha própria namorada. O pior, foi que sem esboçar qualquer reação facial ele sussurrou um tímido “I’m sorry” e seguiu lendo sua revista.

Tempos depois, analisando friamente a situação, a única explicação que tenho para o acontecido foi de que o francês imaginou que eu estava tentando assaltar a minha namorada, pois eu estava gesticulando e segurando a bolsa dela, ou ele era democrata e eu republicano. O fato mesmo era de que a última coisa que eu esperava encontrar na França era outra surra, além daquela que a seleção brasileira tomou em 1998, mas aí já é uma outra história.

Rio Sena

 

Ah, o Clayton tem um blog sensacional sobre viagens, vale o clique!

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